Bebeto Queiroz, prefeito eleito de Choró, está foragido — Foto: Redes sociais/Reprodução
Os gestores
eleitos nas eleições suplementares devem exercer os mandatos até o dia 31 de
dezembro de 2028.
O Tribunal Regional Eleitoral
do Ceará (TRE-CE) agendou para o dia 1º de março eleições suplementares para os
cargos de prefeito e vice-prefeito nos municípios de Senador Sá, Potiretama e
Choró. A nova eleição vai ocorrer após os gestores eleitos em 2024 terem sido
cassados pela Justiça Eleitoral.
As convenções partidárias para
a escolha dos candidatos vão ocorrer entre os dias 23 a 25 de janeiro. A
propaganda eleitoral vai começar no dia 28 de janeiro. Os gestores eleitos nas
eleições suplementares devem exercer os mandatos até o dia 31 de dezembro de
2028.
Em Choró, o prefeito eleito, Bebeto
Queiroz (PSB), foi preso pouco depois das eleições e sequer tomou posse. Ele
está foragido desde 2024, enquanto o vice-prefeito eleito, Bruno Jucá, foi
afastado. Com isso, o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo George Saraiva,
o "Paulinho" (PSB), foi empossado como prefeito interino.
Bebeto e o vice são
investigados por envolvimento com um grupo criminoso que cometia crimes
eleitorais e lavagem de dinheiro. O grupo fraudava contratos de prefeituras de
diversas cidades e usava o dinheiro para comprar votos e influência política.
O prefeito eleito de
Potiretama, Luan Dantas (PP), também foi cassado por abuso de poder. Conforme a
Justiça, ele realizou uma série de contratações irregulares no período
pré-eleitoral, sem justificativa, o que foi considerado uso da máquina pública
para fins eleitorais.
Antes de ser cassado, Luan
Dantas já havia sido preso por suspeita de envolvimento em um incêndio
criminoso e associação com grupos criminosos.
Já no caso do município de
Senador Sá, o prefeito Bel Júnior (PP) e a vice-prefeita Profª. Maria (PP)
foram cassados ainda no início de 2025 por abuso de poder econômico. Entre as
acusações, estão a de que ele organizou uma vaquejada com seu nome para promover
sua candidatura, o que foi considerado um showmício, que é proibido pela
legislação eleitoral.
Após a cassação de Bel pelo
TRE-CE, o órgão chegou a agendar eleições suplementares no município para julho
de 2025, mas uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu o novo
pleito e manteve o prefeito no cargo até que o caso fosse julgado no pleno do
TSE. Desde então, ele vem exercendo o mandato devido a uma liminar.
Em novembro, o Tribuna
Regional Eleitoral do Ceará voltou a votar pela cassação de Bel, e o prefeito
afirmou que iria recorrer da decisão no TSE. Agora, o TRE-CE marcou pela
segunda vez as eleições suplementares no município.
Joel Barroso (PSB) toma posse como prefeito de Santa Quitéria (CE), após eleições suplementares. — Foto: Reprodução
Em outubro de 2025, os eleitores de Santa Quitéria votaram em uma eleição suplementar para escolher um novo gestor após o prefeito eleito em 2024, Braguinha (PSB), ser cassado pela Justiça Eleitoral sob acusação de ter sido beneficiado no pleito pela interferência da facção criminosa Comando Vermelho.
O prefeito Braguinha comandava
o município desde 2021 e foi reeleito em 2024, mas não chegou a iniciar o novo
mandato, que iria de 2025 a 2028. Ele foi preso no dia 1º de janeiro de 2025,
horas antes da posse. O filho de Braguinha, Joel Barroso (PSB), era presidente
da Câmara de Vereadores e assumiu a prefeitura interinamente.
Nas eleições suplementares de
26 de outubro, Joel foi eleito prefeito com mais de 53% dos votos. Ele tomou
posse em novembro e está no comando do município com mandato até dezembro de
2028.
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