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| Foto: Reprodução |
O ex-governador do Ceará, Ciro
Gomes (PSDB), afirmou que não pretende apoiar nem o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT), provável candidato à reeleição, nem um eventual nome indicado
pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial deste ano. A
posição chama atenção diante da recente aproximação política com o PL e do fato
de Ciro já ter integrado ministérios em gestões petistas.
Nos últimos pronunciamentos,
Ciro tem demonstrado preferência pelo ex-deputado federal Aldo Rebelo,
atualmente filiado à Democracia Cristã (DC). Durante encontro com dirigentes da
sigla, ele voltou a defender o nome de Rebelo, classificando-o como “uma
alternativa de estadista” para o Brasil.
“Não sei qual será a decisão
do meu partido, mas posso dar o testemunho de uma amizade fraterna de mais de
30 anos. Esse é um estadista que o Brasil formou, chamado Aldo Rebelo”,
declarou.
No início de fevereiro, em
evento da oposição realizado em Juazeiro do Norte, Ciro já havia citado Aldo
como sua preferência. Na ocasião, defendeu que o debate político no Ceará não
fosse influenciado pela polarização nacional e criticou a disputa centrada
entre lulistas e bolsonaristas.
“É Lula ou Bolsonaro. Assim,
acabamos prejudicados. Precisamos trazer essa eleição para o Ceará. Cada um
vota em quem quiser para presidente. Ele gosta de Bolsonaro, outro gosta de
Lula, tudo bem. Eu, particularmente, gosto mesmo é do Aldo Rebelo”, afirmou.
A pré-candidatura de Aldo
Rebelo ao Palácio do Planalto foi oficializada pela Democracia Cristã em 31 de
janeiro. Filiado ao partido desde o ano passado, após o afastamento de José
Maria Eymael da presidência da legenda, Rebelo passou a ser apresentado como o
nome da sigla para a disputa presidencial.

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