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| Foto: Reprodução |
O município do Crato recebe,
no próximo sábado (28), o II Ato em Defesa da Chapada do Araripe. A mobilização
está marcada para as 8h, na Praça Siqueira Campos, e tem como objetivo chamar a
atenção para as pressões ambientais enfrentadas pelo território, como
desmatamento, queimadas, avanço do agronegócio e o enfraquecimento das
políticas públicas de proteção.
A primeira edição do ato
ocorreu em 24 de janeiro, na cidade de Exu, durante o “Seminário Salve a
Chapada do Araripe”. Organizada por partidos de esquerda, movimentos sociais,
ambientalistas e coletivos, a mobilização se apoia em dados do Relatório Anual
de Desmatamento (RAD 2024), divulgado pelo MapBiomas. O levantamento aponta que
a Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe foi a terceira mais
desmatada do país em 2024, com perda de 5.965 hectares.
Situada na divisa entre Ceara,
Pernambuco e Piaui, a Chapada do Araripe é conhecida como a “Caixa d’Água do
Sertão”, por sua importância estratégica no abastecimento hídrico da região do
Cariri. Além de funcionar como divisor natural de águas e refúgio de
biodiversidade em meio ao semiárido, abriga a Floresta Nacional do
Araripe-Apodi, a primeira Floresta Nacional criada no Brasil, e desempenha
papel fundamental no combate à desertificação.
Para o biólogo e ambientalista
Léo Azevedo, a defesa da Chapada é uma causa coletiva e urgente. “A Chapada do
Araripe é vida, é água, é biodiversidade, é história e sustento para o nosso
povo. Defender a Chapada é defender o presente e o futuro das próximas
gerações”, afirmou em convite divulgado nas redes sociais.

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