O prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), afirmou nesta quinta-feira (5) que os recursos destinados às obras de macrodrenagem no município ainda não foram liberados, pois dependem da aprovação do projeto executivo que está em atraso.
A declaração foi feita após cobrança do deputado estadual Davi de Raimundão (MDB), que criticou a demora no início das obras, especialmente após os alagamentos registrados recentemente na cidade.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito explicou que o dinheiro obtido por meio de empréstimo internacional só será disponibilizado quando o projeto técnico for concluído e aprovado. Segundo ele, a empresa responsável pela elaboração do material ainda não entregou a versão final dentro do prazo estabelecido.
“Importante esclarecer que o dinheiro da drenagem não está na conta da prefeitura e somente será disponibilizado quando o projeto executivo, a ser apresentado pela empresa, for aprovado. Como a empresa está em atraso, abrimos processo administrativo e vamos penalizá-la, caso ela não cumpra com suas diligências dentro do prazo legal”, afirmou Glêdson.
Cobrança na Assembleia
Na quarta-feira (4), durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), o deputado Davi de Raimundão cobrou da gestão municipal a execução das obras de drenagem e infraestrutura em Juazeiro do Norte.
O parlamentar citou os impactos das chuvas recentes e relatou ter recebido vídeos de moradores mostrando situações de risco causadas pelos alagamentos.
“Isso me deixa muito indignado. Recebi vários vídeos da população de animais sendo levados pelas águas nas ruas, das pessoas querendo ir estudar ou trabalhar, mas sem conseguir porque estavam ilhadas”, declarou.
Obras previstas
Segundo o prefeito, o projeto atual de macrodrenagem contempla três bacias da cidade: Atacadão, Carajás e Frei Damião–Lagoa Seca.
Glêdson também destacou que novas intervenções em outras áreas da cidade dependerão da captação de novos recursos, já que o financiamento atual não cobre todos os pontos críticos de alagamento.
“Para realizar drenagem em vários outros pontos da cidade, precisaremos de outros recursos. Temos projetos para vários outros pontos da cidade, contudo, repito, não temos como alcançar todo um passivo histórico da nossa cidade”, completou.
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