Bolsa cai pelo 12º dia, Vorcaro depõe à PF e Justiça suspende demissões nas Casas Bahia

 

Saída de capital estrangeiro chega a R$ 15 bilhões no mês, enquanto investigação sobre o Banco Master avança e empresa terá de recontratar funcionários demitidos


A economia brasileira tem uma sexta-feira marcada por movimentos importantes no mercado financeiro, no sistema bancário e no setor varejista. A Bolsa brasileira fechou em queda pelo 12º dia consecutivo, enquanto o empresário Daniel Vorcaro presta depoimento à Polícia Federal e a Justiça determinou a suspensão das demissões realizadas pelo Grupo Casas Bahia.


Bolsa registra 12ª queda consecutiva

Depois de meses de sucessivos recordes, a Bolsa brasileira mudou de trajetória e acumulou nesta sexta-feira (21) o 12º pregão consecutivo de queda.


Um dos principais fatores apontados para essa mudança é a saída de investimentos estrangeiros do mercado brasileiro.


A retirada de capital estrangeiro chegou a aproximadamente R$ 15 bilhões no mês, o que representa a maior saída mensal desde 2022.


O movimento aumenta a pressão sobre o mercado acionário brasileiro e ocorre após um período de forte valorização da Bolsa.


Daniel Vorcaro depõe à Polícia Federal

O empresário Daniel Vorcaro presta depoimento nesta sexta-feira à Polícia Federal sobre sua relação com dois servidores afastados do Banco Central.


Os servidores são suspeitos de terem recebido propina para atender aos interesses do Banco Master, instituição ligada a Vorcaro.


Este é o primeiro depoimento do empresário desde a mudança de sua equipe de defesa.


O depoimento ocorre no contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e agentes públicos.


Justiça suspende demissões nas Casas Bahia

No setor varejista, a Justiça determinou a suspensão das demissões realizadas pelo Grupo Casas Bahia na semana passada.


A decisão também impede que a empresa realize novos desligamentos relacionados ao processo de reestruturação sem a consulta prévia aos sindicatos.


A determinação é provisória e estabelece o prazo de cinco dias para que os funcionários demitidos sejam recontratados.


A decisão ocorre em meio ao processo de reestruturação da companhia, que enfrenta um cenário de juros elevados, crédito mais restrito e dificuldades no setor varejista.


Os três acontecimentos refletem diferentes pontos de pressão sobre a economia brasileira: a saída de recursos do mercado financeiro, as investigações envolvendo o sistema bancário e os impactos da crise do varejo sobre os trabalhadores.

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