A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor percentual já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012. O resultado considera os meses de julho, agosto e setembro e foi divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
No mesmo trimestre de 2025, a taxa havia sido de 5,6%. Já no trimestre encerrado em agosto deste ano, o índice ficou em 5,3%, indicando uma nova redução no desemprego.
Número de desempregados diminui
De acordo com o levantamento, o número de brasileiros desocupados caiu de 6,04 milhões no terceiro trimestre de 2025 para 5,63 milhões no mesmo período de 2026.
Na comparação com o trimestre anterior, a redução no contingente de pessoas sem trabalho foi de aproximadamente 4%.
Outro destaque foi o crescimento da população ocupada, que chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior número registrado pela pesquisa desde 2012.
Os resultados indicam uma melhora nos principais indicadores do mercado de trabalho brasileiro, com redução da desocupação e aumento do número de pessoas trabalhando.
Como o IBGE define o desemprego?
Para a Pnad Contínua, são consideradas desocupadas as pessoas com 14 anos ou mais que não estavam trabalhando, estavam disponíveis para assumir uma ocupação e procuraram emprego efetivamente no período de referência.
Isso significa que nem todas as pessoas sem trabalho são contabilizadas como desempregadas. Quem não está procurando emprego, por exemplo, não entra necessariamente nesse indicador.
O que é a Pnad Contínua?
Realizada pelo IBGE desde 2012, a Pnad Contínua é a principal pesquisa do instituto sobre o mercado de trabalho brasileiro. O levantamento reúne informações sobre ocupação, desocupação, rendimentos e características dos vínculos de trabalho.
Os resultados são divulgados com base em trimestres móveis, que consideram três meses consecutivos. Por isso, os indicadores não representam exclusivamente a situação de um único mês, mas o comportamento do mercado de trabalho ao longo do período analisado.

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