Nordeste cria mais empregos formais que o Sul em 2026; Ceará registra 37,6 mil novas vagas

 

Foto: reprodução / Região nordestina abriu 211,9 mil postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e agosto, segundo o Caged. Ceará teve o segundo maior saldo de empregos do Nordeste.

O Nordeste criou 211.915 empregos formais entre janeiro e agosto de 2026, superando o saldo de 181.221 vagas registrado na região Sul. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que acompanha as contratações e demissões com carteira assinada no Brasil.


No período, o estoque de empregos formais nordestino cresceu 2,68%, acima da média nacional, de 2,41%. A região respondeu por 18,7% das novas vagas criadas no País, percentual superior à sua participação no estoque nacional de empregos formais, de 16,8%.


Apesar do avanço nordestino, o Sudeste liderou a geração de empregos no período, com 529.132 novas vagas.


Confira o saldo de empregos por região

Entre janeiro e agosto de 2026, o saldo de empregos formais ficou distribuído da seguinte forma:

  1. Sudeste: 529.132 vagas (+2,20%);

  2. Nordeste: 211.915 vagas (+2,68%);

  3. Sul: 181.221 vagas (+2,11%);

  4. Centro-Oeste: 139.978 vagas (+3,34%);

  5. Norte: 69.138 vagas (+2,90%).


No Brasil, o saldo acumulado chegou a 1.134.033 postos de trabalho com carteira assinada.


Nordeste já havia superado o Sul em 2025

A vantagem nordestina também foi observada no ano passado. Em 2025, a região registrou mais de 350 mil novos empregos formais, enquanto o Sul contabilizou aproximadamente 184 mil vagas.


O resultado representou uma geração de empregos cerca de 90% maior no Nordeste. A diferença chama a atenção também pelo tamanho das populações: a região nordestina reúne aproximadamente 57 milhões de habitantes, enquanto a Sul tem cerca de 32 milhões.


Ceará tem segundo maior saldo de empregos do Nordeste

O Ceará registrou saldo positivo de 37.697 empregos formais entre janeiro e agosto de 2026, o segundo maior resultado entre os estados nordestinos. O estoque de empregos com carteira assinada no estado cresceu 2,74%, acima das médias regional e nacional.


No ranking brasileiro, o Ceará aparece na nona posição em saldo de vagas no período.


A Bahia liderou a geração de empregos no Nordeste, com 72.768 postos, seguida pelo Ceará e por Pernambuco, com 36.874 vagas.


Confira o saldo de empregos por estado nordestino

Os dados do Caged para os oito primeiros meses de 2026 mostram os seguintes resultados:

  1. Bahia: 72.768 vagas (+3,40%);

  2. Ceará: 37.697 vagas (+2,74%);

  3. Pernambuco: 36.874 vagas (+2,44%);

  4. Maranhão: 19.036 vagas (+3,02%);

  5. Paraíba: 17.953 vagas (+3,27%);

  6. Piauí: 15.724 vagas (+4,27%);

  7. Sergipe: 8.429 vagas (+2,43%);

  8. Rio Grande do Norte: 6.650 vagas (+1,25%);

  9. Alagoas: saldo negativo de 3.216 vagas (-0,71%).


Em termos proporcionais, o Piauí apresentou o maior crescimento do estoque de empregos formais no Nordeste, com alta de 4,27%. Alagoas foi o único estado da região a registrar saldo negativo no período.

Os resultados reforçam a participação do Nordeste na geração de empregos formais no País, enquanto o Ceará se destaca entre os estados da região pelo número de novas vagas com carteira assinada.

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