Lula diz que Elmano enterrou carreira política de Ciro Gomes após disputa no Ceará

 

Foto: Reprodução / Declaração foi feita durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Governador do Ceará participou da mobilização em apoio à candidatura do presidente à reeleição.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste domingo (11) que o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), “enterrou a carreira política” do ex-governador Ciro Gomes (PSDB) ao derrotá-lo na disputa pelo Governo do Estado. A declaração ocorreu durante um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu apoiadores e lideranças políticas em mobilização pela candidatura do petista.


Ao anunciar a participação de Elmano no evento, Lula fez referência à disputa pelo governo cearense nas eleições de 2026. Segundo os resultados eleitorais citados, Elmano foi reeleito no primeiro turno, com 53,19% dos votos válidos, enquanto Ciro Gomes obteve 46,22%.


“E agora vai falar um cara que foi reeleito governador do Ceará e enterrou a carreira política do Ciro Gomes, derrotando Ciro Gomes”, declarou Lula.


Durante o discurso, Elmano agradeceu à população de São Paulo pela acolhida aos nordestinos e defendeu a continuidade do governo Lula. O governador também pediu apoio de pessoas com origem nordestina e de famílias cearenses que vivem no estado paulista para ampliar a votação do presidente.


Elmano argumentou que o desenvolvimento econômico do Nordeste pode ampliar as oportunidades de emprego e melhorar o acesso à educação, reduzindo a necessidade de migração para outras regiões em busca de melhores condições de vida.


Lula pede mobilização para conquistar novos votos

No mesmo ato, Lula pediu que apoiadores intensifiquem o diálogo com eleitores que não participaram do primeiro turno. O presidente mencionou a abstenção e defendeu que essas pessoas sejam incentivadas a comparecer às urnas.


“Nós tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. Muita gente que tem acima de 70 anos não foi votar porque a lei não exige que vote. Entre abstenção e pessoas que não foram votar, são 30 milhões. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar”, afirmou.


Na sequência, o presidente destacou que a participação eleitoral também envolve responsabilidades familiares e coletivas.


“Porque, se essa pessoa não quer votar por ela, tem filho, tem filha, tem neto, tem bisnetos e tem a pátria dela para cuidar. Portanto, temos que convencer as pessoas”, acrescentou.

 

Ato reuniu lideranças políticas e entidades

O evento ocorreu nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e integrou uma agenda de mobilização com a participação de aliados, apoiadores e representantes de entidades ligadas à educação, à ciência e à tecnologia.


As organizações divulgaram uma carta conjunta em defesa da educação, da ciência e da democracia.


Entre as autoridades presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ex-ministra Marina Silva, o ministro Guilherme Boulos e os governadores Elmano de Freitas, do Ceará, Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Rafael Fonteles, do Piauí.

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