Foto: Ascom
O rompimento do deputado
estadual Pedro Lobo (PT) com a atual gestão municipal do Crato não foi um ato
isolado, mas o desdobramento de diversas circunstâncias acumuladas ao longo do
tempo. O estopim foram as declarações do próprio parlamentar, que manifestou
insatisfação com a condução do processo de escolha do diretório partidário.
No entanto, vale salientar que
esse episódio foi apenas um entre tantos citados por Pedro Lobo sobre sua
participação na política local. O deputado acumulou mágoas — os famosos
"sapos engolidos" — ao abrir mão de projetos individuais em favor da
unidade do grupo partidário em diversas ocasiões.
Com o tempo, certas situações
tornam-se insustentáveis. A posição de Pedro Lobo na política local sempre foi
nítida: ele era visto como um excelente aliado para apoiar, mas raramente
recebia o apoio de volta. O cenário ficou ainda mais complexo com a recente
"enxurrada" de filiações ao PT cratense, que transformou o partido em
um troféu de disputa. Embora as disputas internas façam parte do DNA do PT, o
parlamentar sugere que o processo atual desagrega a militância histórica ao
aglutinar novos membros sem identidade com as bases do partido.
Apesar do cenário, Pedro Lobo
afirma estar em sua melhor fase: “Livre, leve e solto! Cheio de energia para
trabalhar com a anuência do governador Elmano de Freitas, de líderes estaduais
e nacionais e, principalmente, com o apoio do povo”, ressaltou o deputado.
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