Ceará confirma quinto caso de Mpox em 2026; todos os registros são em Fortaleza

 

Foto: Reprodução / Novo diagnóstico foi registrado em julho e envolve um homem de 30 a 39 anos; Estado tem 65 notificações no ano


O Ceará confirmou o quinto caso de Mpox em 2026, segundo dados registrados na plataforma IntegraSUS. O diagnóstico mais recente foi registrado em 23 de julho e envolve um homem com idade entre 30 e 39 anos.


Com a nova confirmação, o Estado contabiliza 65 casos notificados ao longo deste ano. Desse total, cinco foram confirmados e 60 descartados. Atualmente, não há casos suspeitos registrados.


Todos os cinco casos confirmados em 2026 são de pacientes do sexo masculino, com idades entre 20 e 49 anos, e foram registrados em Fortaleza.


Casos começaram a ser registrados em fevereiro

O primeiro caso de Mpox confirmado no Ceará neste ano foi divulgado em 10 de março. Apesar da divulgação ter ocorrido naquele mês, o diagnóstico e os dois casos seguintes tiveram ocorrência ainda em fevereiro.


A quarta confirmação foi registrada em março, enquanto o quinto caso ocorreu em julho.


Segundo os dados disponíveis, 2026 apresenta o menor número de casos confirmados de Mpox no Ceará desde o início da série histórica.


O maior número de registros ocorreu em 2022, quando o Estado confirmou 429 casos.


O que é Mpox?

A Mpox é uma doença causada pelo mpox vírus (MPXV). A transmissão pode ocorrer entre animais e seres humanos, mas também diretamente entre pessoas.


A principal forma de transmissão é pelo contato direto com lesões de pele, secreções ou materiais contaminados, além de contato próximo e prolongado com gotículas e outras secreções respiratórias.


A doença era anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”.


Quais são os sintomas?

A manifestação mais característica da Mpox é o aparecimento de lesões na pele, que podem surgir inclusive na região genital ou na boca.


Entre os sintomas estão:

  • Erupções ou lesões na pele;
  • Febre;
  • Ínguas ou gânglios linfáticos inchados;
  • Dor de cabeça;
  • Dores no corpo;
  • Calafrios;
  • Fraqueza;
  • Dor de garganta.


Os sintomas geralmente podem durar entre duas e quatro semanas.


Crianças, gestantes e pessoas imunodeprimidas apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença.


Como é feito o diagnóstico?

A confirmação da Mpox é realizada por meio de exame laboratorial, utilizando teste molecular ou sequenciamento genético.


A coleta é feita, preferencialmente, a partir da secreção das lesões de pele. Quando elas já estão secas, podem ser analisadas as crostas.


Como prevenir?

A principal recomendação é evitar contato direto com lesões de pele ou secreções de pessoas com suspeita ou confirmação da doença.


Também é importante não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dentes e talheres.


Pessoas com suspeita ou confirmação devem seguir as orientações de saúde e permanecer em isolamento durante o período de transmissão.


Apesar do aumento para cinco casos em 2026, os números registrados até o momento permanecem abaixo dos observados nos anos anteriores, especialmente do pico registrado em 2022.

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