Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema se manifestaram sobre o segundo turno das eleições presidenciais
Os candidatos à Presidência da República que não avançaram ao segundo turno começaram a se manifestar, neste domingo (4), sobre a possibilidade de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) na segunda etapa da disputa, marcada para 25 de outubro.
Entre os candidatos que ficaram fora da disputa estão Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Cada um apresentou uma posição diferente sobre o segundo turno.
Augusto Cury (Avante)
Terceiro colocado na disputa, com 2,89% dos votos, Augusto Cury afirmou que não pretende declarar apoio a nenhum dos candidatos que avançaram para o segundo turno.
“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno. Ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos”, afirmou.
Cury também declarou que pretende deixar a política.
“Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande”, disse.
Renan Santos (Missão)
Renan Santos terminou o primeiro turno na quarta colocação, com 2,24% dos votos.
Ao comentar a segunda etapa da eleição, afirmou que seus eleitores estão livres para escolher entre Lula, Flávio Bolsonaro ou outras opções.
“Façam o que vocês quiserem. Quer votar em um, quer votar no outro? Fique à vontade”, afirmou.
O candidato também declarou que não pretende pedir votos para nenhum dos dois concorrentes e afirmou que o partido Missão continuará atuando politicamente.
Ronaldo Caiado (PSD)
Ronaldo Caiado, que recebeu 2,18% dos votos, afirmou que pretende discutir o posicionamento para o segundo turno com a direção nacional do PSD antes de anunciar uma decisão.
O ex-governador de Goiás disse que pretende conversar com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, antes de se manifestar publicamente.
“Eu, neste momento, vocês sabem, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab”, afirmou.
Ao avaliar sua campanha, Caiado disse que deixa a disputa satisfeito com o trabalho realizado.
“Não venci, mas caí de pé. Caí com orgulho, com honra, com dignidade, com coragem e com responsabilidade daquilo que foi representar o meu povo goiano no cenário nacional”, declarou.
Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema, sexto colocado na disputa, com 0,27% dos votos, declarou oposição ao PT caso o partido esteja no segundo turno, mas não anunciou apoio nominal a Flávio Bolsonaro.
“Onde estiver PT no segundo turno, eu estarei contra o PT. Porque PT é atraso. PT já teve todas as chances de mostrar para o que veio e o que ele entregou é um país estagnado, um país repleto de corrupção”, afirmou.
Zema também comemorou o desempenho do Novo nas eleições para outros cargos e afirmou que considera cumprida a missão de ampliar a presença do partido.
Nas redes sociais, escreveu: “Missão concluída. Partido Novo atingindo cláusula de barreira e direita fortalecida. Seguiremos. SEMPRE contra o PT.”
Com as manifestações, os quatro candidatos apresentaram posições distintas sobre o segundo turno: Cury optou pelo silêncio, Renan deixou a decisão para os eleitores, Caiado anunciou que discutirá o tema com o partido e Zema declarou oposição ao PT sem formalizar apoio a Flávio Bolsonaro.
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