A disputa pelo eleitorado feminino começa a ganhar espaço nas estratégias políticas de Lula e Flávio Bolsonaro. Com as mulheres representando a maioria da população e do eleitorado brasileiro, conquistar esse público pode ser decisivo em uma eleição marcada pela possibilidade de uma disputa apertada.
O plano de Lula
O governo Lula tem apostado em uma agenda voltada às mulheres, com medidas como a lei da igualdade salarial, a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1 e a ampliação de programas sociais.
O desafio do presidente, porém, está também entre os homens. Segundo os dados apresentados, a rejeição a Lula nesse segmento chega a 55%.
A estratégia petista busca, portanto, manter a força entre as eleitoras e, ao mesmo tempo, diminuir a resistência existente em parcelas do eleitorado masculino.
A estratégia de Flávio Bolsonaro
Do outro lado, Flávio Bolsonaro, nome do PL para a disputa, tenta reduzir a resistência do eleitorado feminino ao grupo político ligado à família Bolsonaro.
O senador intensificou agendas com mulheres e colocou sua esposa, Fernanda, na linha de frente de compromissos políticos.
A estratégia, entretanto, enfrenta dificuldades dentro da própria base. Ruídos públicos entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também provocaram desgaste político.
Mulheres são maioria nas urnas
Apesar de representarem a maioria da população e do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda têm baixa participação na política institucional.
Atualmente, elas ocupam apenas 17,7% das cadeiras da Câmara dos Deputados.
A diferença entre a participação feminina nas urnas e sua representação no Congresso evidencia um cenário em que o eleitorado feminino possui grande peso eleitoral, mas ainda ocupa pouco espaço na estrutura política.
O peso do “gender gap”
Em uma disputa que promete ser definida por margens estreitas, a diferença de comportamento eleitoral entre homens e mulheres — conhecida como gender gap — pode ganhar importância.
Mais do que conquistar o eleitorado tradicional, os candidatos precisarão compreender as demandas específicas das mulheres e apresentar propostas capazes de dialogar com esse público.
A corrida presidencial, portanto, também passa pela capacidade de Lula e Flávio Bolsonaro de disputar um eleitorado que pode ser determinante para o resultado das urnas.
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