Senador deixa corrida ao Palácio da Abolição para disputar a vice-presidência da República ao lado de Romeu Zema.
A desistência do senador Eduardo Girão (Novo) da disputa pelo Governo do Ceará movimentou o cenário eleitoral no Estado. Na reta final do prazo das convenções partidárias, Girão aceitou o convite para ser candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Romeu Zema (Novo).
Com a mudança, o Novo apresentou uma nova candidatura ao Governo do Ceará, tendo Pedro Brito como cabeça de chapa. Nos bastidores da política, porém, a avaliação é de que a saída de Girão tende a beneficiar a candidatura de Ciro Gomes (PSDB).
Disputa pelo eleitorado conservador
Antes da mudança, Eduardo Girão e Ciro Gomes buscavam conquistar parte do eleitorado conservador no Estado.
Girão defendia que representava esse segmento político, enquanto Ciro ampliava o diálogo com esse eleitorado, especialmente após receber o apoio público de lideranças ligadas ao campo conservador.
As críticas frequentes de Girão ao ex-governador também marcaram o início da pré-campanha, gerando embates entre os dois grupos políticos.
Redistribuição dos votos
Analistas avaliam que, embora não exista transferência automática de votos, a saída de Girão pode alterar o equilíbrio da disputa.
Nas pesquisas divulgadas durante a pré-campanha, o senador aparecia com índices que chegavam a aproximadamente 6% das intenções de voto, percentual que agora passa a ser disputado pelos demais candidatos.
Disputa mais concentrada
Com a retirada de Eduardo Girão, cresce a percepção de uma disputa mais concentrada entre os principais concorrentes ao Governo do Ceará.
Ao mesmo tempo, analistas observam que Ciro Gomes pode assumir de forma mais evidente o espaço junto ao eleitorado de direita, papel que antes também era ocupado por Girão.
A definição do impacto da mudança, no entanto, dependerá do comportamento do eleitorado durante a campanha oficial.
Com informações do Diário do Nordeste.
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